"Nosso Senhor olha por todas as necessidades, no tempo oportuno, se nos abandonar-mos a Ele."
Padre Dehon

“Façam o mesmo que eu fiz”

Terça-feira, 31 de Março de 2015 - 06h00

Caríssimo visitante, paz. Para alimentar sua participação nas celebrações do Tríduo Pascal, oferecemos as breves reflexões que seguem. Esperamos que lhe sejam de muito proveito. Feliz Páscoa na Ressurreição do Senhor!

               Foram colhidas no livro “Meditando a Palavra-Páscoa 3”, de autoria do Pe. Augusto César Pereira SCJ, editado pela “Paulus”.


               A celebração de Quinta-Feira Santa coloca em relevo um antigo rito de hospitalidade na Igreja (cf. 1Tm 5,10). Lembra que, depois de Jesus ter lavado os pés dos Apóstolos, o significado de prestar serviço humilde e gratuito por amor aos irmãos, mudou de ponta-cabeça. Serviço não é mais tarefa do empregado, mas do chefe, do líder, da autoridade, de quem tem o poder (cf. Jo 13,1-17).

               A característica é que seja serviço por amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (cf. Jo 13,34). Para chegar ao ponto de amar como Jesus amou, é preciso o amor que nos leve a lavar os pés uns dos outros. Não pode ser semelhante, o amor tem que ser igual ao de Jesus.

               O serviço de lavar os pés é a síntese clara do projeto do Pai para a Humanidade, especialmente para os que têm algum posto sobre os demais. Por exemplo, os coordenadores de pastorais. No ensinamento de Jesus, lavar os pés é tarefa de quem está investido de autoridade sobre os demais! Jesus afirmou que ele não deixou de ser o Senhor e o Mestre nem antes nem depois de lavar os pés. Exatamente por ser o Mestre e o Senhor, é que ele assumiu a tarefa de lavar os pés. Jesus quer uma reviravolta total no uso do poder e da autoridade: em vez de ser servido, servir (cf. Mt 20,24-28; Mc 10,45; Lc 22,27; Gl 5,13)! Ele deu o exemplo, para que seus seguidores prestem o mesmo serviço humilde e gratuito por amor aos irmãos.

               Jesus já havia acenado para o amor-serviço quando censurou os filhos de Zebedeu, Tiago e João, que pediu os lugares de maior destaque no Reino (cf. Mc 10,35-45).

               Porém Jesus não se refere apenas ao impacto causado por aquele gesto formal de lavar os pés. No significado do gesto de servir, Jesus inclui tudo o que ele vinha fazendo pelo povo em toda a sua vida. Não só o que ele já havia feito pelo povo, mas também o serviço do extremo gesto de Amor, ao dar vida pelo povo que ele amava (cf. Jo 15,13).

               Ele estava acostumado a ser servido pelos anjos, mas não quis isso dos homens. Porque o programa da vida dele o fez prestador de serviço aos humanos, a ponto de declarar que não veio para ser servido, mas para servir. Testou a proposta do serviço em sua própria vida. A experiência resultou válida para se tornar a regra de vida dos seus seguidores.

               Às vésperas da prisão e morte, Jesus surpreendeu os Apóstolos com o símbolo forte que condensa a mensagem fundamental de sua pregação. Primeiro, é significativo o fato de ele ter-se revestido com o avental do servo em serviço. Jesus tornou-se o servo a serviço da grande causa da salvação da Humanidade. Depois, para lavar os pés, é necessário curvar-se em atitude de quem reverencia no outro o próprio Senhor.

               O Lava-pés é escolhido por Jesus como o símbolo mais expressivo de seu serviço pela entrega da vida na cruz em favor da vida nova para o Povo de Deus. Serviço que ele prestaria à Humanidade no dia seguinte ao Lava-pés.

               Seguidor de Cristo é quem se faz o servidor dos irmãos.

               Reflexão – Quais das minhas atitudes revelam a mística pascal de “dar a vida por amor aos irmãos(ãs)”?

Pe. Augusto César Pereira SCJ

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