"Nosso Senhor olha por todas as necessidades, no tempo oportuno, se nos abandonar-mos a Ele."
Padre Dehon

Jesus era culpado de quê?

Quinta-feira, 02 de Abril de 2015 - 20h20

Reflexão – Quais das minhas atitudes revelam a mística pascal de “dar a vida por amor aos irmãos(ãs)”?

               Caríssimo visitante, paz.

               
Para alimentar sua participação nas celebrações do Tríduo Pascal, oferecemos as breves reflexões que seguem. Esperamos que lhe sejam de muito proveito.

               
Feliz Páscoa na Ressurreição do Senhor!

               
Foram colhidas no livro “Meditando a Palavra-Páscoa 3”, de autoria do Pe. Augusto César Pereira SCJ, editado pela “Paulus”.

 

               O que estava em julgamento não era a pessoa de Cristo, mas a mensagem da Palavra. Jesus era bom, impossível não gostar dele. O problema era o que falava.

               O Sinédrio arvorou-se em juiz para julgar a Palavra de Deus encarnada em Jesus Cristo.

               Mas, como Jesus vivia a Palavra na prática em benefício do povo, estava em jogo esta Palavra. A Palavra de Cristo é o projeto do Pai. Um projeto de vida e liberdade para todos. Ora, a vida de Jesus estava toda ela comprometida com este projeto. Então o Sinédrio via que Cristo e o projeto de Deus se confundiam. Então matando Jesus Cristo acabariam com o projeto. Pelo contrário, pela Ressurreição os juízes foram julgados e a vítima foi glorificada.

               O Sinédrio arvorou-se a si o poder que não era seu e usou o braço romano – escravizador do povo judeu à época - para condenar e matar Jesus querendo eliminar o principal difusor do projeto que os incomodava.

               O Sinédrio era a mais alta corte judaica que julgava os criminosos, mas não tinha o poder de condenar à morte. Este poder os dominadores romanos reservavam para a sua corte. O Sinédrio compunha-se de classes e grupos sociais e religiosos da época, três especialmente.

               Compunha-se de 70 membros liderados pelo Sumo Sacerdote: os anciãos eram o poder econômico: os comerciantes e latifundiários donos de terras. A pregação de Jesus os atingia frontalmente. Os fariseus eram os homens da Lei que mantinham e defendiam os privilégios dos poderosos. Jesus pregava na direção exatamente oposta. Os sacerdotes eram o poder religioso a serviço de justificar as injustiças dos poderosos. A religião de Jesus era libertadora e incluia os pobres na igualdade de todos.

               Este Sinédrio atreveu-se a condenar Jesus à morte vergonhosa da cruz. Por não ter o poder de matar, acusou Jesus perante o governador romano Pôncio Pilatos. Inventou que Jesus promovia a rebelião do povo contra o imperador romano César. Como não podia por si, arvorou-se o poder que não tinha e manipulou o braço romano.

               Percebe-se que nem Deus causou a morte de Jesus nem o povo judeu, mas os que detinham o poder sobre o povo (cf Lc 24,20). O povo é a vítima e não o responsável.

               Jesus foi executado na cruz, por ordem das autoridades romanas com sede em Jerusalém, porque desafiou o sistema dominante. Aqui o confronto de Jesus contra o sistema opressor foi mais duro do que o debate com o diabo no deserto (cf. Lc 4,1-13). Se a oposição a Jesus foi assim ferrenha, não havia outra saída, tinha que ser morto por seu atrevimento de desafiar o Templo justamente na época da Páscoa! Jesus foi culpado e condenado por esse motivo. Jesus era um apaixonado pelo Reino e pagou o preço por isso.

               Reflexão – Quais das minhas atitudes revelam a mística pascal de “dar a vida por amor aos irmãos(ãs)”?

Pe. Augusto César Pereira SCJ

  • Relacionadas

  • Da Paixão a Ressurreição de Jesus

    Domingo, 16 de Abril de 2017 - 19h11

    E não importa o que aconteça, Ele está sempre com o sorriso no rosto e de braços abertos esperando por nós.

  • A ressurreição é a maior Páscoa de todos os tempos

    Sábado, 04 de Abril de 2015 - 20h24

    Feliz e abençoada Páscoa na Ressurreição do Senhor!

  • Água batismal e Ressurreição

    Sexta-feira, 03 de Abril de 2015 - 20h13

    Foram colhidas no livro “Meditando a Palavra-Páscoa 3”, de autoria do Pe. Augusto César Pereira SCJ, editado pela “Paulus”.

  • “Façam o mesmo que eu fiz”

    Terça-feira, 31 de Março de 2015 - 06h00

    Caríssimo visitante, paz. Para alimentar sua participação nas celebrações do Tríduo Pascal, oferecemos as breves reflexões que seguem. Esperamos que lhe sejam de muito proveito. Feliz Páscoa na Ressurreição do Senhor!

  • Na sua mensagem de Páscoa, o Papa chama os católicos a 'caminhar e cantar' junto de Cristo

    Domingo, 24 de Abril de 2011 - 18h40

    Bento XVI pediu pela paz no Meio Oriente e nas nações africanas afetadas pela violência, pelas vítimas do terremoto no Japão, pelos cristãos perseguidos no mundo, e recordou aos católicos que graças à vitória de Jesus Cristo sobre a morte, "cantamos e caminhamos, fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu".

Álbum de fotos

apoio
O
Copyright© candelaria.org.br. Todos os direitos reservados / All rights reserved.