"As obras em que a juventude não participa estão golpeadas de esterilidade."
Padre Dehon

Uma alegria que deve ser partilhada

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017 - 03h03

Todos os domingos temos a alegria de estar diante do Filho de Deus, na Santa Missa.

          O santo Evangelho proclamado no segundo domingo do tempo comum, no corrente ano, qualifica João Batista como o ‘apresentador’, a testemunha de Jesus. João está às margens do Rio Jordão convidando as pessoas à conversão e batizando todos os que acolhem o convite para uma vida nova.

          
João era um homem austero e sério, mas quando João vê Jesus chegar é tomado de uma alegria nova que o leva espontaneamente a apresentar a todos o Cordeiro de Deus que avista de longe.  Foi muito grande sua alegria de estar, finalmente, diante daquele que esperava a anos, desde quanto tinha exultado no seio de Isabel (Lc 1,44).

          E João não para neste encontro, seu testemunho continua no dia seguinte, quando exclama outra vez: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1,36). A alegria de São João de estar diante do Filho de Deus contagiou seus discípulos, dentre eles, André, que foi o primeiro a decifrar o anúncio, traduzindo-o noutro, ao informar o seu irmão Simão Pedro sobre o que acontecera: “Encontramos o Messias” (Jo 1,41).

          Contemplando o testemunho de São João devemos voltarmos para o dia de hoje. Todos os domingos temos a alegria de estar diante do Filho de Deus, na Santa Missa. São João Paulo 2º diz: “Quão eloquente é o fato que toda vez que participamos da Santa Missa ouvimos as palavras pronunciadas por João no Jordão, - Eis o Cordeiro de Deus - quando devemos aproximar-nos para receber Cristo nos nossos corações com a Comunhão eucarística!” (Cf. Homilia 18.01.1981).

          Ver pela fé Jesus na santa Missa como São João o viu no Jordão nos faz transbordar de alegria e gratidão, e esta alegria é participada por nós sempre e exclusivamente por obra de Jesus Cristo — o Cordeiro de Deus. Esta alegria é fonte de missão, porque nos dá a graça de ver o Senhor e testemunhar o que vimos.

          A alegria de João foi missionária, encantou o discípulo que se tornou missionário. O encontro com Jesus gera uma alegria que por si mesma é missionária, porque esta alegria “baseia-se no amor do Pai, na participação no mistério pascal de Jesus Cristo que, pelo Espírito Santo, faz-nos passar da morte para a vida, da tristeza para a alegria, do absurdo para o sentido profundo da existência, do desalento para a esperança que não engana. Esta alegria não é um sentimento artificialmente provocado nem um estado de ânimo passageiro. O amor do Pai nos foi revelado em Cristo que nos convida a entrar em seu reino. Ele nos ensinou a orar dizendo ´Abba, Pai´(Rm 8,15; cf. Mt 6,9)” (DAp. 17).

          O ano pastoral está apenas começando e qual será nossa alegria neste ano? Qual será nosso tesouro?  Qual será nossa prioridade? “Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas” (DAp. 14).

Dom Sergio de Deus Borges - Bispo Auxiliar de São Paulo - Vigário Episcopal para a Região Santana

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