"Não basta fazer bem aquilo que fazemos, é preciso fazê-lo com amor."
Padre Dehon

A SEMANA SANTA

Segunda-feira, 26 de Março de 2018 - 17h31

O mesmo Jesus aclamado festivamente na entrada de Jerusalém foi também levado aos tribunais, condenado e crucificado.

          Convido a todos para a celebração intensa da Semana Santa. Ela é a ocasião para um grande retiro espiritual, feito em cada comunidade de fé e acompanhando os passos da paixão, morte e ressurreição de Cristo. O Domingo de Ramos e da Paixão marca o início da “semana maior” na Liturgia da Igreja, recordando os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Portanto, com este Domingo, já iniciamos a celebração da Páscoa.

          Recordamos a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém para celebrar a sua páscoa. Vamos repetir um rito que o povo da antiga aliança costumava realizar durante a chamada “festa das tendas, levando ramos nas mãos, significando a esperança da chegada do Messias. Hoje somos nós que também erguemos nossos ramos em procissão reconhecendo que o Messias tão esperado já está no meio de nós e, olhando para Jesus, aclamaremos: “Hosana, ao Filho de Davi”. Mas o Domingo de Ramos é também da Paixão. O mesmo Jesus aclamado festivamente na entrada de Jerusalém foi também levado aos tribunais, condenado e crucificado. Experimentou a humilhação do Servo do Senhor, em vista de nossa salvação.

          Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa acompanhamos os acontecimentos que antecedem a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Na segunda-feira recordaremos a unção de Betânia e a indignação de Judas pelo gesto da mulher que unge os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, prefigurando a unção do corpo do Senhor na sepultura. A terça-feira santa é o dia em que, com grande tristeza, Jesus anuncia a sua morte e também a traição de Judas.

          Já na quarta-feira santa, Judas realiza a traição de Jesus, vendendo-o por trinta moedas. Nesses dias que antecedem e preparam o início da Paixão do Senhor, aproveitemos para uma boa revisão de vida e a confissão pascal. Na quinta-feira santa, ainda pela manhã, numa solene celebração eucarística presidida pelo bispo, a Igreja reúne-se para fazer a memória da instituição do ministério sacerdotal. Nesta celebração fica visível o rosto da Igreja, presidida pelo seu bispo e tendo ao seu redor padres e diáconos, com o povo santo de Deus. Nesta ocasião, os padres renovam suas promessas sacerdotais de servir a Deus e ao seu povo com a mesma disposição sacerdotal de Jesus Cristo.

          Ainda na quinta feira (à tarde ou noite), a Igreja reúne-se mais uma vez, abrindo solenemente o Tríduo Pascal com a celebração da Missa “da Ceia do Senhor”, memorial permanente do sacrifício de Cristo na Cruz. Na ocasião, recorda-se o gesto de Jesus, que lavou os pés dos discí- pulos e lhes recomendou o mandamento do amor e o serviço fraterno. A celebração se conclui com a trasladação do Santíssimo Sacramento para o altar da reposição. A partir deste momento a Igreja entra em vigília de oração, pois o Senhor, após a Ceia celebrada com os discípulos, foi entregue aos que o prenderam, condenaram e levaram à morte.

          Sexta-feira santa, dia de jejum e de abstinência de carne. A Igreja permanece em profundo silêncio orante, fazendo a memória da paixão e morte do Senhor. Lê-se o relato da Paixão de Cristo segundo São João e faz-se profunda veneração do Santo Madeiro da Cruz. Como povo sacerdotal, a Igreja invoca os méritos da Paixão de Cristo em favor das grandes intenções e necessidades da humanidade.

          Recordo que, na celebração da Sexta-feira Santa, todos somos convidados a fazer a coleta para os Lugares Santos, um gesto de solidariedade concreta para com os cristãos que vivem na “Terra Santa” (Israel, Palestina, Síria, Egito, Turquia...), onde nasceu a nossa fé e onde os cristãos hoje são poucos e passam por privações e sofrimentos. Eles precisam de nossa ajuda. Façamos nossa oferta generosa na coleta.

          O Sábado Santo, pela manhã, prolonga o silêncio do dia anterior. A Igreja, em oração, faz mística vigília junto à sepultura do Senhor. Mediante o mistério de sua morte, o Senhor Jesus desceu “à mansão dos mortos”, para resgatá-los da morte e lhes dar a vida. Chegada a noite, a Igreja reúne-se com júbilo para o grande anúncio da ressurreição do Senhor. Na longa e rica vigília pascal, as leituras bíblicas e os salmos apresentam um grande resumo de toda história da salvação, que culmina com o alegre canto do Aleluia, anunciando a vitória de Jesus sobre a morte. Como sinal de nossa participação na Páscoa de Cristo, renovamos as promessas do Batismo e nossa profissão da fé cristã, juntamente com os que se prepararam para receber o Batismo e os demais Sacramentos da iniciação cristã.

           O Domingo da Páscoa é o dia mais importante do ano litúrgico: “este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” A Páscoa de Cristo envolve a vida de cada um de nós, de cada família, de toda Igreja e da criação inteira. Que todos os católicos celebrem com a Igreja e na Igreja este dia santo! Desejo feliz e santa Páscoa do Senhor para todos, com a bênção de Deus!

Cardeal Odilo Pedro Scherer - Arcebispo de São Paulo

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