"A união com Deus é o mais poderoso remédio para todos os defeitos."
Padre Dehon

Papa Francisco: trabalho significa dignidade, significa amar

Terça-feira, 01 de Maio de 2018 - 10h55

No Dia do Trabalhador e de São José Operário, repropomos alguns pronunciamentos do Papa Francisco a respeito do trabalho e do trabalhador.

          “Celebramos São José trabalhador, recordando-nos sempre que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana.”

          
Esta é a mensagem do Papa Francisco a seus seguidores no Twitter no dia em que a Igreja recorda a memória litúrgica de São José e Dia do Trabalhador.


Trabalho significa amar


          “Trabalho quer dizer dignidade, trabalho significa trazer o pão para casa, trabalho quer dizer amar!” (visita pastoral a Cagliari, 22 de setembro de 2013).

          Foram muitos os discursos pronunciados pelo Papa Francisco a respeito do trabalho. O Pontífice não se cansa de pedir dignidade para os trabalhadores, igualdade na retribuição salarial entre homens e mulheres e respeito pelos direitos conquistados.

          Para Francisco, é urgente um novo pacto social humano, um novo pacto social para o trabalho, que diminua as horas de trabalho de quem está na última fase laboral, a fim de criar trabalho para os jovens que têm o direito-dever de trabalhar. “O do trabalho é o primeiro dom dos pais e das mães aos filhos e às filhas, é o primeiro patrimônio de uma sociedade. É o primeiro dote com o qual os ajudamos a levantar voo para a vida adulta.” (Discurso aos delegados da Confederação Italiana Sindical dos Trabalhadores, 28 de junho de 2017).


Mulher trabalhadora


          Aos empresários, o Pontífice pede uma atenção especial para a qualidade da vida laboral dos funcionários, que são o recurso mais precioso de uma empresa; em particular, para favorecer a harmonização entre trabalho e família.

          “Penso sobretudo nas trabalhadoras: o desafio é tutelar, ao mesmo tempo, quer o seu direito a um trabalho plenamente reconhecido quer a sua vocação à maternidade e à presença na família. Quantas vezes, quantas vezes ouvimos que uma mulher foi ter com o chefe para lhe dizer: Tenho que lhe comunicar que estou grávida’ — ‘A partir do fim de mês já não vais trabalhar. A mulher deve ser preservada, ajudada neste duplo trabalho: o direito a trabalhar e o direito à maternidade.” (Discurso à União Cristã de Empresários Dirigentes, 31 de outubro de 2015).


Precariedade


          “Sem trabalho não há dignidade”, recorda o Papa, mas “nem todos os trabalhos são trabalhos dignos. Há trabalhos que humilham a dignidade das pessoas, os que nutrem as guerras com a construção de armas, que vendem o corpo para a prostituição e que exploram os menores.”


          Francisco denuncia de modo contundente também o trabalho precário: “É uma ferida aberta para muitos trabalhadores, que vivem no medo de perder o próprio trabalho. Precariedade total. Isso é imoral. Isso mata: mata a dignidade, mata a saúde, mata a família, mata a sociedade” (videomensagem para a Semana Social da Conferência Episcopal Italiana 26 de outubro de 2017).


Prioridade humana


          Por isso, reitera o Pontífice, mundo do trabalho é uma prioridade humana. “Por conseguinte, é uma prioridade cristã, nossa, e inclusive uma prioridade do Papa. Porque se origina daquele primeiro mandamento que Deus deu a Adão: Vai, faz crescer a terra, trabalha a terra, domina-a. Sempre houve uma amizade entre a Igreja e o trabalho, a partir de Jesus trabalhador. Onde houver um trabalhador ali estarão o interesse e o olhar de amor do Senhor e da Igreja. Penso que isto é claro. (visita pastoral a Gênova, 27 de maio de 2017)

Fonte: www.vaticannews.va

  • Relacionadas

  • Décima meditação: a bem-aventurança da sede

    Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018 - 18h06

    Pe. Tolentino fez a décima e última meditação dos Exercícios Espirituais em Ariccia. Papa regressa hoje ao Vaticano.

  • Nona Meditação: Escutar a sede das periferias

    Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018 - 18h44

    Na nona reflexão proposta ao Papa Francisco e à Cúria romana, o padre Tolentino recordou que as periferias “não são somente lugares físicos, são também pontos internos da nossa existência, são lugares da alma que têm necessidade de serem pastoreados”.

  • Oitava meditação: Crer em Deus é, portanto, crer na misericórdia

    Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018 - 18h31

    Padre José Tolentino Mendonça, sacerdote português convidado pelo Papa Francisco para pregar o retiro anual da Curia Romana, fala na sua oitava meditação sobre o poder restaurador da misericórdia de Deus.

  • Sétima meditação: Beber da própria sede

    Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018 - 18h49

    "O grande obstáculo para a vida de Deus dentro de nós não é a fragilidade ou a fraqueza, mas a dureza e a rigidez. Não é a vulnerabilidade e a humilhação, mas seu contrário: o orgulho, a autossuficiência, a autojustificação, o isolamento, a violência, o delírio de poder", afirma o sacerdote português.

  • Sexta meditação: A sede de lágrimas que devemos aprender

    Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018 - 18h39

    O sacerdote Tolentino Mendonça continuou a série de pregações ao Papa e seus colaboradores. "As lágrimas podem nos tornar santos, depois de humanos", afirmou.

Álbum de fotos

apoio
F
Copyright© candelaria.org.br. Todos os direitos reservados / All rights reserved.