"Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos."
Padre Dehon

O dizimista no caminho de comunhão e renovação da Paróquia

Terça-feira, 26 de Junho de 2018 - 21h19

O dízimo está profundamente relacionado à vivência da fé e à pertença a uma comunidade eclesial.

          Estamos percorrendo o caminho sinodal, caminho de comunhão e renovação da Arquidiocese e da Paróquia. No caminho de comunhão precisamos denunciar junto com o Papa Francisco as várias formas de espiritualidade do bem-estar sem comunidade, por uma teologia da prosperidade sem compromisso fraterno, sem criar vínculos profundos e estáveis com uma comunidade de fé.


          Não deixemos que nos roubem a comunidade! “A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros” (Cf. Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 88).


          O dízimo está profundamente relacionado à vivência da fé e à pertença a uma comunidade eclesial. “A Paróquia e as Comunidades eclesiais são espaço para a vivência da unidade e da diversidade em que os cristãos leigos atuam como sujeitos e têm cidadania plena” (CNBB. Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, n. 139).


           Quando bem compreendida, a fé leva o fiel a tomar parte nos vários aspectos da vida da comunidade, experiência profunda de comunhão que se exprime na imagem do corpo: “vós todos sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo” (1Cor 12,27); o próprio Cristo “é a Cabeça do corpo, que é a Igreja” (Cl 1,18) (CNBB. O dízimo na Comunidade de fé, 30).


          O dízimo tem uma dimensão eclesial. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja. Os dizimistas são chamados a viver como comunidade que seja sal da terra e luz do mundo (cf. Mt. 5, 13-16). São chamados a testemunhar, de forma sempre nova, uma pertença evangelizadora.


          Vamos renovar a Paróquia, todos somos corresponsáveis pela Igreja e chamados a contribuir generosamente com o dízimo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão; todos somos chamados a participar das atividades de evangelização, das Assembleias, dos Conselhos, Serviços e das ações em vista do Sínodo Arquidiocesano.


          Sejamos ousados, vamos dizer não a onda do individualismo consumista, vamos nos comprometer ainda mais em acelerar o processo de animação e fortalecimento das Comunidades, porque a “Comunidade que guarda os pequenos detalhes do amor e na qual os membros cuidam uns dos outros e formam um espaço aberto e evangelizador, é lugar da presença do Ressuscitado, que a vai santificando segundo o projeto do Pai” (Papa Francisco, Exortação alegrai-vos e exultai, 145).

Dom Sergio de Deus Borges - Bispo Auxiliar de São Paulo - Vigário Episcopal – Região Santana

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