"Sem o Trabalho as coisas úteis e agradáveis ou não existiriam ou não serviriam."
Padre Dehon

Papa no Angelus: distantes de Jesus e de seu amor, nos perdemos

Domingo, 22 de Julho de 2018 - 10h27

Com Jesus ao lado se pode prosseguir com segurança, se podem superar as provações, se progride no amor a Deus e aos próximo. Jesus se fez dom para os outros, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós”, disse Francisco.

          Cidade do Vaticano

          Sem a verdade, que é Cristo mesmo, não é possível encontrar a justa orientação da vida. Quando nos distanciamos de Jesus e de seu amor, nos perdemos e a existência se transforma em desilusão e insatisfação.

          Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus, ao meio-dia deste domingo (22/07), na qual se deteve sobre à página do Evangelho proposta para a liturgia do dia.

          O Evangelho de hoje (Mc 6,30-34), disse o Papa, nos conta que os apóstolos, após a primeira missão, voltam a Jesus e lhe falam tudo aquilo que tinham feito e ensinado. Após a experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também cansativa, frisou Francisco, eles precisam de repouso.

          O Pontífice ressaltou que Jesus se preocupou em assegurar-lhes um pouco de alívio, convidando-os a um lugar deserto onde pudessem recobrar as forças, mas que a multidão, tendo intuído para onde iam, correu chegando ao lugar antes deles, mudando assim o programa.


Flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros

          O mesmo pode acontecer também hoje. Por vezes não conseguimos realizar nossos projetos, porque se dá um imprevisto urgente que acaba com nossos programas e requer flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros.

          Nessas circunstâncias, exortou o Papa, somos chamados a imitar aquilo que fez Jesus: Tendo descido da barca, ele viu uma grande multidão, teve compaixão dela, porque eram como ovelhas sem pastor, e se colocou a ensinar-lhes muitas coisas.

          Francisco destacou que o evangelista nos oferece aí um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do  Divino Mestre e seu ensinamento. Observamos os três verbos deste fotograma: ver, ter compaixão, ensinar. Podemos chamá-los os verbos do Pastor.

          O olhar de Jesus não é um olhar neutro ou, pior, frio e distanciado, porque Jesus olha sempre com os olhos do coração. E seu coração é tão tenro e repleto de compaixão, que sabe colher inclusive as necessidades mais escondidas das pessoas.


Jesus Cristo, realização da solicitude e cuidados de Deus para com seu povo

          Francisco frisou ainda que Cristo mostra com isso a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. Jesus se apresenta como a realização da solicitude e cuidado de Deus para com o seu povo, acrescentou.

          O Papa quis evidenciar que o primeiro pão que o Messias oferece à multidão faminta e cansada é o pão da Palavra. Todos nós precisamos da palavra da verdade, que nos guie e ilumine nosso caminho, prosseguiu.

Fonte: www.vaticannews.va

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