História da Vila Maria

Vila Maria: da travessia de barco à urbanização paulistana

Quando os portugueses atracaram suas caravelas às margens do rio Tietê — em uma metáfora que remete à chegada das primeiras ocupações urbanas —, a Vila Maria era um cenário completamente diferente do atual. Em meados do século XX, a travessia do rio ainda era feita por uma ponte de madeira, as ruas não tinham calçamento e era comum pescar tanto no rio quanto nas lagoas que depois seriam aterradas.
O bairro foi oficialmente fundado em 1917, com o loteamento promovido pela Companhia Paulistana de Terrenos. O nome “Vila Maria” teria sido escolhido em homenagem à esposa de um dos antigos proprietários daquelas terras. As ruas receberam nomes de diretores e corretores da empresa, como Guilherme Cotching, Thomaz Speers, Antônio da Silva e Eugênio de Freitas.
Até 1918, o único acesso à Vila Maria, a partir da outra margem do Tietê, era feito por barcos. A construção de uma ponte de madeira naquele ano facilitou a circulação, mas as embarcações continuaram sendo utilizadas por conta das frequentes inundações que atingiam a região.

Paróquia Nossa Senhora da Candelária
Paróquia Nossa Senhora da Candelária

Foi nesse mesmo período que começaram a se formar os outros dois bairros que, hoje, integram a Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme. A Vila Medeiros teve origem em 1924, com o loteamento de uma fazenda adquirida pela família Medeiros de Jordão em 1909. Já a Vila Guilherme surgiu quando Guilherme Praun da Silva comprou, no início do século XX, uma área de 115 alqueires que pertencera ao barão de Ramalho. Ele dividiu as terras em lotes e batizou as ruas com nomes de familiares e amigos.

Paróquia Nossa Senhora da Candelária
Paróquia Nossa Senhora da Candelária
Paróquia Nossa Senhora da Candelária