A Essência do Pároco: pastor segundo o coração de Cristo
Na vida da Igreja, o pároco representa uma presença concreta e próxima de Cristo Pastor. Enviado pelo bispo para o cuidado de uma porção específica do Povo de Deus, ele é o responsável principal pela evangelização, pelos sacramentos e pela condução pastoral da paróquia, sendo sinal da solicitude de Cristo por cada fiel.
O Concílio Vaticano II, ao tratar do ministério presbiteral, ensina que: “Os presbíteros, embora não possuam o grau supremo do sacerdócio e dependam dos bispos no exercício do seu poder, estão-lhes, porém, unidos na dignidade sacerdotal e, em virtude do sacramento da Ordem, foram consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento, à imagem de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote” (Presbyterorum Ordinis, n. 2).
Dentro da estrutura eclesial, o pároco é o presbítero que recebe a missão estável de pastorear uma comunidade paroquial. Essa missão é determinada pelo Código de Direito Canônico, que afirma: “O pároco é o pastor próprio da paróquia a ele confiada, exercendo o cuidado pastoral da comunidade que lhe foi entregue sob a autoridade do bispo diocesano, em cujo ministério de Cristo é chamado a participar, para cumprir esse ofício de ensinar, santificar e governar com a cooperação de outros presbíteros ou diáconos e com a ajuda dos fiéis leigos” (cân. 519).
Como anunciador do Evangelho, o pároco deve ensinar com fidelidade a doutrina da Igreja, promover a catequese e formar os fiéis na escuta da Palavra. Sua pregação não é uma opinião pessoal, mas o eco da voz de Cristo. (cf. PDV, 26)
É pela celebração dos sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Penitência, que o pároco santifica o rebanho confiado. Ele preside a vida litúrgica com dignidade e zelo, alimentando a fé do povo com os mistérios sagrados. (CDC, cân. 528 §2)
Com espírito de serviço, o pároco guia a comunidade, escutando, animando e discernindo com os fiéis os caminhos da missão. Ele não é um administrador de estruturas, mas pastor de almas, atento às realidades concretas da vida dos paroquianos. (cf. CDC, cân. 529) São João Paulo II, na exortação Pastores Dabo Vobis, ensina: “O pároco é o pastor próprio da paróquia, e nela exerce o seu ministério com espírito de comunhão e corresponsabilidade, como irmão entre irmãos, como pai no meio dos filhos, como amigo e companheiro de caminhada” (PDV, n. 73).
A sua espiritualidade deve estar enraizada no Coração de Cristo, que “conhece as suas ovelhas e por elas dá a vida” (Jo 10,14-15). O pároco é chamado a cultivar uma vida de oração profunda, de caridade pastoral e de unidade com o bispo diocesano. Ele deve ser homem da escuta, da compaixão e da presença fiel.
O Diretório para o Ministério e a Vida dos Presbíteros reforça: “O pároco é o rosto visível da Igreja particular no âmbito da paróquia. É por meio dele que os fiéis experimentam a proximidade da Igreja e, por ela, do próprio Cristo” (n. 26).
Assim, a essência do pároco se revela na sua configuração ao Cristo Pastor: presença viva de misericórdia, de orientação e de serviço em meio ao povo. Seu ministério não é função burocrática, mas missão de amor. Ele é, como nos recorda o Papa Francisco, “pastor com cheiro de ovelha”, que caminha com o rebanho, o conhece pelo nome e o conduz com sabedoria e ternura.
Padre Marcelo Alves nasceu no dia 12 de abril de 1970. Filho do Sr. Geraldo Alves dos Reis e Maria Lucia Alves dos Reis, ambos já falecidos. Estudou nos colégios de nosso bairro. Foi batizado nesta igreja. Aqui fez sua primeira comunhão, crisma e ordenação sacerdotal. Participou de movimentos de igreja desde sua infância. Participou da catequese paroquial, Coralzinho de crianças e do movimento juvenil na comunidade nossa Senhora do Carmo. Entrou no seminário São José, da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus no ano de 1990 na cidade de Rio Negrinho em Santa Catarina. Foi ordenado padre no dia 15 de dezembro de 2001. Trabalhou em São Paulo por 8 anos no Santuário São Judas Tadeu. Por 6 anos foi reitor no Convento Sagrado Coração de Jesus na cidade de Taubaté – SP. Por 5 anos trabalhou nas paróquias do Espírito Santo em Varginha – MG e na paróquia São Vicente Ferrer na cidade de Formiga – MG. Voltou a São Paulo, no bairro de Vila Maria, como vigário paroquial na paróquia Nossa Senhora da Candelária onde cuidou de sua querida e saudosa mãe que foi acometida pela doença de Alzheimer. E no dia 11 de janeiro de 2025 assumirá a missão de pároco nesta mesma paróquia.
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